Economia Comportamental

FormatFactoryshutterstock_180036482 [Convertido]Compreender a relação do indivíduo com o dinheiro. Seja ele pouco, suficiente ou em abundância. Este é o objetivo de uma disciplina em franca expansão: a Economia Comportamental. A base da teoria, lapidada pelo psicólogo Daniel Kahneman – Nobel de Economia em 2002 –, a partir de estudos realizados em parceria com Amós Tversky, também psicólogo, sustenta que a tomada de decisões econômicas muitas vezes tem origem emocional, não racional. Questionando assim, a teoria da racionalidade do consumidor.

Para o economista José Eustáquio Moreira de Carvalho, diretor da Clínica de Economia Comportamental, isso explica porque para muitas pessoas é tão desafiador manter o equilíbrio financeiro. “Obviamente vivemos sob constantes estímulos para o consumo, que começam nas ofertas irrestíveis de produtos e serviços e terminam nas facilidades e ofertas de crédito. Contudo, alguns farão uso do financiamento para aquisição de bens duráveis, por exemplo, e outros chegarão a tal ponto que comprarão alimentos a crédito”, exemplifica.

Foi necessário o encontro interdisciplinar, da Economia com a Psicologia, para que novas portas fossem abertas. “Pesquisas conduzidas por neurocientistas já evidenciaram que o cérebro pode tratar o dinheiro da mesma forma que trata os alimentos, o sexo e a sede. No plano emocional obtê-lo pode significar saciar a fome”, descreve Eustáquio. E ele vai além: “Podemos ser realmente irracionais em relação ao dinheiro. Chegamos a pagar mais pela mesma coisa se pudermos usar o cartão de crédito, se estiver em promoção ou se a parcela a ser paga couber no nosso bolso”. Isso em nada se parece com o Homo economicus, um dos pilares da economia clássica.

ANTÍDOTOS – Com o objetivo de garantir o bem-estar integral, o economista comportamental pode atuar de diferentes formas. No primeiro momento, no âmbito da educação, pode ser escalado para ensinar um indivíduo, uma família ou um grupo a organizar de maneira adequada as entradas e saídas financeiras. “Essa aplicação é bastante positiva, especialmente quando envolve os filhos. Afinal vivemos em uma sociedade que não ensina a planejar e controlar o uso dos recursos”, afirma. Para quem se saiu bem nessa etapa, cabe ainda aprender a investir as ‘sobras’.

Pessoas ou família em situação de endividamento podem lançar mão do conhecimento financeiro do economista comportamental para organizar a um programa de renegociação e quitação das dívidas e, assim, recobrar a qualidade de vida. Ao mesmo tempo, o profissional atua na identificação dos reais fatores que conduziram à situação, com o objetivo de evitar um círculo vicioso.

Nesse processo, pode ocorrer a indicação terapêutica. Esse é o caso da compulsão por compras, definida como Oneomania. Distúrbio comum, mas não muito conhecido, faz com que o portador faça compras para sentir alívio momentâneo, como o que ocorre quando se ingere álcool ou outras drogas. “A Oneomania e a ausência do planejamento e controle financeiro pessoal representam dois poderosos agentes do endividamento sem controle. Tanto um quanto o outro precisam de tratamentos específicos”, conclui Eustáquio.

Nfinanciamento para aquisição de bens duráveis, por exemplo, e outros chegarão a tal ponto que comprarão alimentos a crédito”, exemplifica.

Foi necessário o encontro interdisciplinar, da Economia com a Psicologia, para que novas portas fossem abertas. “Pesquisas conduzidas por neurocientistas já evidenciaram que o cérebro pode tratar o dinheiro da mesma forma que trata os alimentos, o sexo e a sede. No plano emocional obtê-lo pode significar saciar a fome”, descreve Eustáquio. E ele vai além: “Podemos ser realmente irracionais em relação ao dinheiro. Chegamos a pagar mais pela mesma coisa se pudermos usar o cartão de crédito, se estiver em promoção ou se a parcela a ser paga couber no nosso bolso”. Isso em nada se parece com o Homo economicus, um dos pilares da economia clássica.

ANTÍDOTOS – Com o objetivo de garantir o bem-estar integral, o economista comportamental pode atuar de diferentes formas. No primeiro momento, no âmbito da educação, pode ser escalado para ensinar um indivíduo, uma família ou um grupo a organizar de maneira adequada as entradas e saídas financeiras. “Essa aplicação é bastante positiva, especialmente quando envolve os filhos. Afinal vivemos em uma sociedade que não ensina a planejar e controlar o uso dos recursos”, afirma. Para quem se saiu bem nessa etapa, cabe ainda aprender a investir as ‘sobras’.

Pessoas ou família em situação de endividamento podem lançar mão do conhecimento financeiro do economista comportamental para organizar a um programa de renegociação e quitação das dívidas e, assim, recobrar a qualidade de vida. Ao mesmo tempo, o profissional atua na identificação dos reais fatores que conduziram à situação, com o objetivo de evitar um círculo vicioso.

Nesse processo, pode ocorrer a indicação terapêutica. Esse é o caso da compulsão por compras, definida como Oneomania. Distúrbio comum, mas não muito conhecido, faz com que o portador faça compras para sentir alívio momentâneo, como o que ocorre quando se ingere álcool ou outras drogas. “A Oneomania e a ausência do planejamento e controle financeiro pessoal representam dois poderosos agentes do endividamento sem controle. Tanto um quanto o outro precisam de tratamentos específicos”, conclui Eustáquio.